Caverna Santana - Petar/SP

PETAR – Parque Estadual do Alto Ribeira

Entre a capital paranaense e a capital paulista, nas cidades de Iporanga e Apiaí no interior de São Paulo está a maior porção de Mata Atlântica preservada do Brasil.

Território com mais de 300 cavernas e muitas cachoeiras preservadas por entre as trilhas, o PETAR (Parque Estadual do Alto Ribeira) é considerado patrimônio da humanidade com reconhecimento da Unesco.

Como de costume nós do Dayoff gostamos de trazer destinos não tão populares, mas que com certeza valem muito a pena ser explorado. Esse é mais um caso, a proposta é um turismo de aventura mesmo com caminhadas a visual diferente o dia todo.

Para chegar, independentemente de vir de São Paulo ou de Curitiba, recomendamos ir pela Rodovia Regis Bittencourt, pois o caminho é um pouco maior em KM porém com muito menos estrada de chão, o que deixa o trajeto consideravelmente mais rápido (o google maps aparentemente não considera isso, experiência própria).

Como se preparar para uma visita ao Petar? 

Caverna Santana - Petar/SP

Caverna Santana – Petar/SP

Antes de ir ao Petar vou contar para vocês algumas coisas que tive que ler em uma série de sites e ir fazendo um acumulado de informações.

1° – O parque está em duas cidades pequenas e com pouca estrutura (apesar de viverem principalmente do turismo), então não deixe para chegar e procurar uma pousada, pois dependendo do horário nem encontrará nada aberto.

2° – Para os passeios no parque e as visitações as cavernas é necessário sempre estar acompanhado de guias autorizados pelo e treinados pelo parque. Os valores variam de acordo com a agência ou guias independentes, nós fechamos com guia independente (estava no pacote que fechamos com a pousada).

Particularmente indico essa opção, por agência os grupos são grandes o que deixa o passeio mais lento, no nosso caso fomos nós 4 (amigos) com a guia e seguimos o nosso ritmo.

3° – Para as visitas é obrigatório o uso de calça, tênis, capacete e lanterna. Então não se esqueçam da calça, ou terão que ir de calça jeans para os passeios, e outra dica, não vão com suas roupas preferidas pois se sujarão bastante (o que é legal). Quanto ao capacete e lanterna a pousada já forneciam no valor do pacote.

4° – Levem lanches para fazer durante o dia, a maioria dos passeios são o dia todo de caminhada e não há estrutura de quiosques dentro do parque. O guia faz pausas para os lanches, caso vocês se esqueçam de levar a pousada vende o kit lanches para o dia, mas é necessário que avisem antes.

6° – Ainda no quesito alimentação, a cidade é pequena então não há uma estrutura grande de restaurantes com horários variados. Isso juntamente com o fato que provavelmente você estará cansado e afim de se preparar para o dia seguinte, é possível fechar um pacote de todas as refeições na pousada, e acreditem, vale a pena.

Mais detalhes, como esclarecimentos das regras e valores da visitação podem ser avaliadas no site oficial: https://www.petaronline.com.br/petar/

Núcleos do PETAR

Rio Bateri

Rio Bateri

O Petar possui 4 Núcleos, são eles: Núcleo Caboclos, Núcleo Casa de Pedra, Núcleo Ouro Grosso e Núcleo Santana. Todos eles possuem cavernas e cachoeiras das mais variadas dificuldades, o interessante de termos feito com guia exclusivo para o nosso grupo é que conseguimos personalizar o passeio para nosso perfil.

Era a primeira vez que íamos visitar cavernas, então queríamos visitar o maior número de cavernas diferentes . Optamos também para nessa primeira visita não irmos em cavernas que nos molhássemos (para a próxima visita nosso foco serão as cavernas molhadas). Visto essas opções nossa visita foi exclusiva no Núcleo Santana, então todas as cavernas e cachoeiras que comentaremos serão deste núcleo (nessa edição do texto, em breve voltaremos lá para contar mais).

Caverna de Santana

Estalactite - Caverna Santana - Petar/SP

Estalactite – Caverna Santana

Essa é considerada uma das cavernas mais belas do parque, a extensão aberta para a visitação é de 800m, e se leva em média duas horas de caminhada. É um nível fácil de caminhada interna, desde que não tenha claustrofobia, para os trechos mais complicados há escadas de madeira que facilitam o acesso.

Para a nossa primeira visita essa foi uma opção muito boa, pois seus grandes salões e o auxilio apenas da lanterna faz a imaginação ganhar asas vendo formas nas estalactites e estalagmites.

Essa é uma caverna que passa água por dentro dela ainda, porém é possível fazer o trajeto todo sem se molhar.

Uma dica que damos, e não vimos em nenhum outro texto, é pedir para o guia parar no salão do encontro e então apagaram todas as lanternas e permanecerem alguns minutos em silêncio. A escuridão e o silêncio que ali fica é algo incomum e muito interessante.

Caverna do Santana - Petar/SP

Caverna Santana – Petar/SP

Caverna do Morro Preto

Essa é uma caverna 100% seca, ou seja, o rio não passa mais por dentro dela o que deixa o ar muito mais seco e a poeira por todo lado, mas isso não é um problema, apenas uma característica.

Para chegar até ela é necessário uma caminhada de cerca de 15 minutos subindo o morro, não muito difícil mas cansativa dependendo do ritmo.

Dentro da caverna a caminhada de ida e volta não ultrapassa uma hora, o que vale muito a pena nessa caverna é a vista que se tem de dentro para fora. O mirante interno lhe proporciona uma vista que só conhecemos em filmes de terror/aventura, algo indescritível a escuridão é tão grande e os detalhes esculpido pela pouca luz do sol são tão delicados que nossas câmeras comuns infelizmente não capturaram nenhuma foto boa =/.

Cachoeira do Couto

Cachoeira do Couto - Petar/SP

Cachoeira do Couto – Petar/SP

Coloquei aqui entre as cavernas a cachoeira do Couto pois foi nessa sequencia que fizemos mesmo, bem próximo a saída da Caverna do Morro Preto fica essa bela cachoeira. Que em dias quentes vale muito a pena a parada para se refrescar e energizar para o próximo trecho.

Caverna do Couto

Caverna do Couto - Petar/SP

Caverna do Couto – Petar/SP

Essa caverna é basicamente um conduto de 600m de extensão, a caminhada no geral é fácil e leva em torno de uma hora. Há apenas um trecho que é necessário passar rastejando, divertido e sujo.

O espetacular é a vista que se tem próximo a saída dela, que de dentro se vê a mata iluminada pelo só lá fora, mais um espetáculo que esse belo parque proporciona.

Para a volta desta caverna se pode ir pelo mesmo caminho de ida ou se fazer uma trilha, optamos pela trilha, os primeiros 100m (aproximadamente) são de uma subida exaustiva, o restante é bem fácil e tranquilo.

Bom, esse foi nosso primeiro dia no Petar, fomos em um fim de semana e aproveitamos no sábado o parque e no domingo a Caverna do Diabo e a Cachoeira do Meu Deus. Preparamos textos sobre esses destinos para vocês também, sem dúvidas um roteiro que vale a pena ser repetido.

 
 
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